jan 7 2009

A salvação também é para mim!

Pois é…

A Palavra de Deus nunca volta vazia, diz Is 55:10-11. E cada vez mais o Espírito Santo tem me mostrado o porquê da Obra de Redenção de Jesus Cristo ser essa magnífica demonstração de Amor que Deus deixou para a humanidade.

Desde a época de Abel e Caim, Deus tem nos dito sobre o valor do sacrifício. Acredito que uma das primeiras lições que Ele nos deu foi sobre o sacrifício agradável a Ele. Segundo Gn 4:2, Abel era pastor e Caim era agricultor. Seguindo pelas Escrituras, vemos que “trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. (Gn 4:3), Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta (Gn 4:4) ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. (Gn 4:5)”. Aqui, o Senhor nos mostra o valor do sacrifício sincero, o verdadeiro sacrifício “por amor”. Caim trouxe do fruto da terra. Era o fruto do seu trabalho. Plantio e colheita. E esse fruto era motivo de orgulho para Caim. Afinal “ele” trabalhou, “ele” se sacrificou para oferecer aquele sacrifício ao Senhor. Mas Deus não precisa do fruto do nosso trabalho. Ele é Poderoso, e é o Senhor de todas as coisas. Ele deixou o fruto de nosso trabalho para nós mesmos. Nós precisamos nos alimentar, precisamos nos vestir. Mas Deus não necessita dessas coisas. E quanto a Abel? Abel sacrificou um cordeiro perfeito, primícia do rebanho. Ora, o cordeiro é fruto do trabalho do pastor? Não. É obra divina. Mas poderemos argumentar: e as plantas e frutos, também não o são? Naturalmente, porém para que seja produtiva, a terra tem que ser arada, trabalhada, com o suor do próprio homem (Gn 3:17-18). O homem incauto acreditará que aquilo é fruto de seu trabalho e não obra de Deus. Quanto ao cordeiro, este nasceu e cresceu apenas sob a guarda do seu pastor, cujo único trabalho foi o de conduzir o rebanho à pastagem e cuidar de sua proteção. Seus olhos contemplavam apenas a Obra de Deus, e no tempo oportuno, Abel restituiu a Ele o que lhe era de direito. O sacrifício do cordeiro passou a ser a propiciação pelo perdão dos pecados, pois restituía a Deus, o que lhe era de direito e o homem havia lhe usurpado.

E a humanidade continuou seu curso. Depois da queda do Paraíso, o homem tornou-se pecador, cresceu e multiplicou segundo sua espécie (Gn 1:12, 1:21, 1:24) . E naquele momento, como era a natureza humana? Pecadora. Caída. Afastada de Deus. Assim todos nós, descendência de Adão, seguimos a lei irrevogável de Deus, multiplicando-nos segundo nossa própria espécie e tornando-nos pecadores desde o nascimento.

Mas esse Deus é tremendo! E através das Suas Palavras nas Escrituras veio mostrando para o homem como seria sua salvação. Seria também através de um sacrifício sim, onde um único Homem derramaria Seu sangue por toda a humanidade. Porém, Deus, deu-nos o livre arbítrio, o direito de escolha. Assim a nossa salvação estaria mediante à uma condição apenas: Nosso desejo de ser salvo. Deus nos deixou um exemplo de como seria essa salvação. Quando o povo de Israel estava caminhando e mumurando contra Moises e o Senhor pelo deserto, Deus mandou “serpentes abrasadoras” para morderem o povo (Nm 21:5). Moisés intecedeu por Israel, então o Senhor mandou que se fizesse uma serpente de bronze e a colocasse no alto de uma haste, para que todo aquele que fosse picado pela serpente abrasadora apenas olhasse para a serpente de bronze na haste e seria curado. Profeticamente, as serpentes abrasadoras são os pecados cometidos pela humanidade, cuja a picada lhe causava a morte espiritual. A serpente de bronze é o Salvador da Humanidade, Jesus Cristo, que carregou consigo todos os nossos pecados e iniquidades, o verdadeiro sacrfício do cordeiro, o instrumento da salvação. O ato de olhar a serpente, é o ato de CRER NA SALVAÇÃO VINDA DA CRUZ NO CALVÁRIO. Quem olhasse para a serpente seria curado. Quem não olhasse, consequentemente, também não o seria. Assim também é o Sacrifício de Jesus: Crer que ele carregou nossos pecados, nossas dores, nossas iniquidades e aceitar que nossas OBRAS nada podem fazer para garantir nossa salvação é “olhar” para Ele e ser curado! Deus vem ensinando isso ainda hoje, visto que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre será! E, a maior prova que a Fé no sacrifício de Jesus promove a salvação veio da própria boca de Jesus! Junto a Jesus Cristo também foram crucificados dois ladrões. Um deles ironizava a Jesus, dizendo para salvar-se a si mesmo e a eles. Jesus ouvia calado. O outro ladrão, RECONHECENDO A SUA CONDIÇÃO DE PECADOR, defendia a Jesus, dizendo-se CULPADO e MERECEDOR do castigo da crucificação. Mas Jesus não havia cometido crime algum, pecado algum. E não merecia estar no madeiro. (Lc: 23:41-42) E ainda mais! CREU NO SALVADOR, quando disse: “lembra-te de mim quando vieres no teu reino”. Isso é CRER na OBRA REDENTORA do Calvário! Ele acreditou que Jesus Cristo era o Salvador! E Jesus lhe respondeu no versículo seguinte: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Sim! Este ladrão humano, que matou, roubou e tantou outros pecados cometeu, estava liberto de tudo o que o arrastava para o inferno, no momento que CREU em Jesus Cristo! Assim um EX-LADRÃO “inaugurou”o Paraíso Celestial preparado por Jesus!
Deus poderia ter deixado prova maior do seu amor? Jesus quer apenas que você creia Nele. Ele se sacrificou por mim e por você. Afinal, a salvação tambem é para você!


dez 28 2008

Quando eu deixei de acreditar em Papai Noel?

Quando eu era pequeno, com seis ou sete anos de idade, peguei caxumba bem na época do Natal. Filho caçula, família católica, mãe viúva com a criança ardendo em febre. A família passava por dificuldades. Qual de nós nunca assistiu a um filme da TV com esse enredo inicial? E, mesmo sabendo qual o final do filme, não ficou até o fim para assistir? Pois é. Com meus seis ou sete anos eu acreditava que “Papai Noel” existia, pois “ele” me deixou um “presente”, apesar da minha família estar em GRANDES DIFICULDADES FINANCEIRAS. O filme foi modelado pelo quadro ou o filme (mundo) modelou esse quadro? E eu continuei a acreditar em Papai Noel (Cadê Jesus?).

Mas eu cresci e quando tinha doze anos me apresentaram o Espiritismo… E com ele, a “Caridade”, o “Amor ao Próximo” e que o “Papai Noel” representava o “Espírito Natalino”. E ele se transformou num “espírito de Luz”, São Nicolau, que “inspirava a caridade” nas pessoas. Papai Noel morreu, mas seu Espírito ficou para sempre: O Espírito de Natal (E Jesus?).

No espiritismo aprendi que Jesus é o nosso modelo maior, o grau de evolução máximo onde podemos chegar neste mundo (?), mas que Jesus é criatura e não o próprio Deus. E o que era pra ser a comemoração do nascimento do Filho de Deus passou a ser o símbolo da meta que podemos atingir, com esforço e dedicação (e sem a Graça de Deus). E eu deixei de acreditar em “Papai Noel” para acreditar em “Espírito de Natal”.

E deixei-me envolver por uma “promessa” doce de recompensa por tudo aquilo que eu fizesse de bem para as outras pessoas. Era bom ser chamado de “caridoso”, “atencioso”, “prestativo” e outros tantos adjetivos que sustentavam uma maneira de ser e de viver que realmente agradava a todo *MUNDO*. E era algo mágico, inebriante… minha *alma* sentia-se tão satisfeita em ajudar as pessoas (e receber a *gratidão* das mesmas) que me sentia até mais perto de Jesus Cristo (embora na prática, para os espíritas, Jesus seja inacessível).

E junto com as “promessas” de caridade, vinham amalgamadas “sugestões sutis” de enfeites e decorações…. Uma bela árvore enfeitada com uma estrela na ponta, simbolizando a estrela que guiou os Reis Magos (?) ao local de nascimento de Jesus Cristo. Ah, mas os espíritas comemoram o Natal? Sim, pelo menos na minha família sempre comemoraram, regados a muita cerveja, vinho, carnes e outros excessos que eles mesmos condenam. Sim, eu também, por muito anos participei de todas essas comemorações, acreditando ingenuamente que se tratava de uma verdadeira confraternização, onde se reuniam os espíritas, católicos, ateus e outras tantas seitas e religiões (Engraçado, nunca percebi a presença de crentes, embora soubesse que ali se encontravam… talvez seja porque eles não bebiam conosco…).

Quanto tempo vivi assim, não saberia dizer… mas sei que em um dado momento aquilo já não me satisfazia mais… Os natais iam e vinham… cada vez mais tristes e vazios… e passei a perceber que esse vazio não poderia ser preenchido, nem pela “caridade”, nem pelo “Espírito de Natal”… Pois acabavam-se as festas e junto com elas a “caridade”, “fraternidade” e “espírito de união”. E outros trezentos e sessenta e quatro dias de vazio…

Seria essa a mensagem que Jesus Cristo queria me passar? Que apesar dEle ter vindo para nos Salvar, estaríamos irremediavelmente relegados ao “deserto interior”?

Talvez nesse exato momento “Papai Noel” e o “Espírito de Natal”, morreram dentro de mim. Percebi que “Papai Noel”, e o “Espírito de Natal”, e as árvores, e as guirlandas, e as bolas enfeitadas, e as comemoração e “bebemorações” não vinham para festejar a vinda do Salvador, mas sim para tomar o Seu Lugar. Acreditando que um “menino pobre” nasceu e não o Redentor da Humanidade, seria muito mais simples perpetuar uma mentira que já existe há tanto tempo….

Quem não está com Deus, está contra Deus. É bíblico.
Se algo vem para tomar o lugar do Salvador, é porque é contra o Salvador.

Comemorações. A Bíblia está repleta delas. Mas o que elas carregam… o que elas representam?
São essas comemorações, que representam um refinamento dos prazeres mundanos em detrimento do verdadeiro senhorio de Jesus Cristo, que me coloco contra.

Para o verdadeiro Adorador de Deus, todo dia é dia de comemorar o nascimento de Cristo!


nov 5 2008

Concepção

A vida pode parecer as vezes um tanto vazia, árida, insípida.

As vezes nos sentimos como se estivessemos deslocados do universo. Seres à parte, que não se encaixam na Criação… será esse o despertar da consciência? Estaríamos antes tão adormecidos que não compreendíamos a magnitude do Universo e de Deus? Há quatro meses passados, ocorreu um fato extraordinário, que marcou minha vida de uma forma única e sobrenatural. Presenciei um nascimento, ou antes, uma concepção. Em algum momento do tempo e do espaço, eu, como um ser natural e perecível, fui transformado através de uma força incrível e infinita num novo ser. Um ser mais completo. Como se um infinito vazio fosse preenchido. Mas como se pode preencher um vazio infinito? Como algo que acaba de nascer pode se tornar tão pleno? Ora, apenas uma Presença Infinita pode preencher um Vazio Infinito. Acho que assim posso descrever meu encontro com Jesus. Plenitude. Algo dentro de mim estava morto, e já não havia motivos para que eu guardasse luto sobre este homem. Ele foi morrendo aos poucos, agonizando numa dor surda e solitária, assim como ele mesmo. Surdo aos chamados de Deus. Solitário sem Sua Presença. E seu derradeiro suspiro vida foi também um choro de nascimento, de renovação de vida, de salvação e de amor. Um Amor sem limites. Assim me senti quando aceitei a Presença do Senhor Jesus em minha vida. Só hoje me dei conta desse meu nascimento, e do valor do imenso sacrifício de Jesus para que este dia viesse a se concretizar. A todos os recém-nascidos como eu, que Deus os abençoe e guarde suas vidas, para que possamos ser instrumentos na mão do Senhor e executar seus designios, para sua Honra e sua Glória. E a todos os “irmãos maiores”, que nasceram antes de nós, e que nos dão exemplos de vida e experiência na Palavra de Deus, que Ele os abençoe e derrame o poder do Espírito Santo sobre suas cabeças. E finalmente ao Primogênito, que coexiste desde a eternidade com Deus e o Espírito Santo, toda a Honra e Louvor, que este teu servo pode-lhe prestar.